Mariologia

Maria é nossa Mãe

Maria é nossa Mãe

Alguns não explicam com toda a clareza o porquê de ser Nossa Senhora Mãe nossa. Chegam a dizer que Nosso Senhor Jesus Cristo no-La entregou como Mãe durante a crucifixão, na pessoa de São João Evangelista: “Filho, eis aí tua Mãe. Mãe eis aí teu filho”. Cristo, naquele momento, não fez mais que promulgar solenemente, ante a luz do mundo, que Maria é nossa Mãe. Mas não foi naquele momento que Nossa Senhora se tornou nossa Mãe.

O fato de Maria ser nossa Mãe é pela razão de que é Mãe de Cristo, Cabeça do Corpo Místico de Cristo. Nós somos membros do Corpo Místico de Cristo. Onde já se viu, na história da humanidade

De Maria Nunquam Satis.

De Maria Nunquam  Satis.

O fundamento de toda a Mariologia é a predestinação da Santíssima Virgem. O princípio de todas as coisas é o pensamento e o amor de Deus. Desde toda a eternidade a Santíssima Trindade pensou em Maria, e desde toda a eternidade A predestinou.

São Tomás pergunta se Deus poderia fazer coisas maiores, mais perfeitas que todas as que fez, e responde afirmativamente. Mas excetua três coisas: Jesus Cristo, a Virgem Maria e a bem-aventurança dos eleitos. A humanidade de Jesus Cristo deve excetuar-se — diz São Tomás

Predestinação de Maria.

Predestinação de Maria.

O arquiteto, antes de construir uma casa, concebe em sua mente e translada ao papel o plano detalhado da mesma. Deus concebeu o universo desde toda a eternidade, em toda a sua imensa grandeza e em seus mais insignificantes detalhes. Deus a tudo vê em seu próprio Verbo. Tudo quanto existiu, existe atualmente ou existirá até o fim dos séculos, pré-existiu eternamente, como idéia, no Verbo de Deus. “Tudo quanto foi feito, n’Ele era vida” — lêem muitos exegetas em São João (cf. Jo I, 3-4). Deus conhece perfeitissimamente, desde toda a eternidade, todos os seres existentes, inclusive todos os seres possíveis (Suma Teológica, I 14,1-16).

Princípio fundamental da Teologia Mariana.

Princípio fundamental da Teologia Mariana.

A maternidade divina de Maria, considerada integralmente em si mesma, constitui o primeiro princípio básico e fundamental de toda a mariologia. Trata-se de uma verdade expressamente revelada por Deus na Sagrada Escritura, e expressamente definida pela Igreja como dogma de fé. Com efeito, a Sagrada Escritura nos diz expressamente que Maria é a Mãe de Jesus: “Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo” (Mt. 1,16). “Estavam junto à cruz de Jesus, sua Mãe …” (Jo. 19,25). “Com Maria, a Mãe de Jesus …” (At. 1, 14).

Ora, o dogma fundamental de todo o Cristianismo é que Jesus é Deus, o Verbo de Deus encarnado. Logo, Maria, sua Mãe, é a Mãe de Deus, a Mãe do Verbo encarnado. Trata-se, pois, de algo expressa e claramente revelado por Deus na Sagrada Escritura, e definido expressamente pela Igreja no Concílio de Éfeso como verdade de fé.

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