Sagrada  Escritura

               

livros revelados por Deus

livros inspirados por Deus

          

    Quase todos os livros do Velho Testamento foram escritos em HEBRAICO, (exceto os livros da Sabedoria e o segundo livro dos Macabeus, escrito em grego).

    O Novo Testamento, foi escrito em GREGO, com exceção talvez do Evangelho de São Mateus, que alguns sustentam tenha sido escrito em língua hebraica e traduzido para o grego, possivelmente pelo próprio autor.

    O grego do novo Testamento não é clássico, mas a língua popular, a Koiné diálektos, que foi se formando após a conquista de Alexandre Magno até a fundação, por obra de seus sucessores, os reinos helenizantes nos países situados na bacia do Mediterrâneo.

                                                               CÂNON DA BÍBLIA:    
  

livros canônicos

livros canônicos

  Cânon (em grego, kanón) significava “medida, norma” e, por extensão, “catálogo, índice, registro”. A partir do séc. 4.° aplicou-se o vocábulo ao catálogo dos livros inspirados por Deus no Antigo e no Novo Testamento.

    Dos livros canônicos (isto é, catalogados) ou inspirados por Deus, era preciso na antiga Igreja distinguir outros livros, que, embora tivessem grande semelhança de estilo com as Escrituras Sagradas, eram obra meramente humana, por vezes edificante, por vezes herética ou fantasista.

    A estes livros foi dado o título de “apócrifos” (apókryphoi, em grego), isto é, ocultos, não lidos no culto público oficial (embora fossem lidos em caráter particular); tais eram, por exemplo:  ”Ascensão de Isaías”, o “Evangelho de Pedro”, o “de Nicodemos”, os “Atos de Tomé”, os “de Paulo com Tecla”, etc.

    No séc. 16 introduziu-se entre os teólogos católicos a distinção meramente terminológica entre livros protocanônicos e deuterocanônicos.
    Ela se deve a Sixto de Sena (1520-1569), judeu que, uma vez batizado, se tornou franciscano e depois dominicano. Este autor, na sua “Bibliotheca Sancta”, chamou ”protocanônicos”, em grego “primeiramente (introduzidos) no cânon”, os livros sobre cujo valor inspirado nunca se registraram dúvidas; “deuterocanônicos”, isto é, “em segundo lugar (inseridos) no cânon”, aqueles escritos que só depois de hesitações foram oficialmente recenseados no catálogo bíblico.
    Como se vê, a distinção significa apenas diferença cronológica, de modo nenhum implicando menor autoridade ou menor grau de inspiração para os “deuterocanônicos”.
    Entre os deuterocanônicos, contam-se, além dos sete livros do Antigo Testamento não incluídos no cânon palestinense (Baruque com a epístola de Jeremias, Tobias, Judite, 1.° e 2.° dos Macabeus, Sabedoria. Eclesiástico), os sete seguintes escritos do Novo Testamento: a epístola aos Hebreus, a de São Tiago, a 2 a de S. Pedro, a 2.a e a 3.a de São João, a de São Judas e o Apocalipse.
    As hesitações sobre o valor de tais livros dos Apóstolos eram devidas principalmente aos abusos que desses documentos faziam os hereges; prolongaram-se nesta ou naquela região até os séc. 4º / 5º .
    Em 393, porém, o concilio regional de Hipona (África Setentrional) definia o catálogo dos livros sagrados, incluindo nele tanto os protocanônicos como os deuterocanônicos do Antigo e do Novo Testamento. Esta declaração foi repetidamente inculcada pelo Magistério da Igreja nos séculos subsequentes até os nossos dias.

apócrifos

apócrifos

    Quase todos os livros do Antigo Testamento foram escritos em hebraico. Tornou-se necessário traduzir a Bíblia para o grego, porque muitos judeus emigraram da Palestina para Roma, Alexandria etc. Foram feitas duas grandes traduções da Bíblia para o grego. A primeira se chama Bíblia Palestinense ou Esdrina, cuja codificação começou 500 a.C. e terminou 100 anos d.C. A segunda tradução se chama Bíblia Alexandrina ou dos Setenta, porque foi traduzida para o grego por 70 sábios de Alexandria, 300 anos a.C. Os livros que aparecem tanto na versão hebraica quanto na versão grega são chamados Protocanônicos. Estes são aceitos por todos, como ‘inspirados’. Os livros que aparecem a mais, apenas na versão Alexandrina, são chamados Deuterocanônicos: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1º  Macabeus, e 2º Macabeus, e alguns capítulos do Livro de Ester e do Livro de Daniel. Nos primeiros séculos da Igreja, os livros deuterocanônicos eram aceitos por todos. Não havia nenhuma dúvida sobre sua canonicidade. As dúvidas começaram a surgir no século IV, devido, sobretudo, a S. Jerônimo que, indo morar na Palestina, se deixou influenciar por alguns judeus que atribuíam menor importância aos livros Deuterocanônicos. Posteriormente, essas dúvidas foram esclarecidas.

     No século I da era cristã, deu-se um fato importante: começaram a aparecer os livros cristãos (cartas de São Paulo, Evangelhos…) que se apresentavam como a continuação dos livros sagrados dos judeus. Estes porém, não tendo aceito a Jesus Cristo, trataram de impedir que se fizesse a aglutinação de livros judeus e livros cristãos. Por isso reuniram-se no sínodo de Jâmnia ou Jabnes ao sul da Palestina, pôr volta do ano 100 D.C., a fim de estabelecer as exigências que deveriam caracterizar os livros sagrados ou inspirados por Deus. Foram estipulados os seguintes critérios:

    1) o livro sagrado não pode ser escrito fora da terra de Israel;
    2) …não em língua aramaica ou grega, mas somente em hebraico;
    3) …não depois de Esdras (458 – 428 AC)
    4) …não em contradição com a Torá ou Lei de Moisés.

    No século XVI, porém, Martinho Lutero ( 1483 – 1546 ), querendo contestar a igreja, resolveu adotar o cânon dos judeus da Palestina, deixando de lado os sete livros deuterocanônicos. A Bíblia Alexandrina ou dos Setentas foi usada por Nosso Senhor e pelos apóstolos. Isto significa que aceitavam os deuterocanônicos Palavra de Deus revelada. Nosso Senhor e os apóstolos citam o AT 350 vezes. Pois bem, destas 350 citações, 300 são tiradas da Bíblia Alexandrina ou dos Setentas.

    Há mais: esta verdade,(os livros deuterocanônicos  são livros inspirados)- foi reafirmada em vários concílios pela autoridade máxima da Igreja, o Papa. Os Concílios de Roma (382), Hipona (393) ,Cartago (397), Florença (1441) e Trento (1546) reafirmaram a canonicidade dos 73 livros da Bíblia.

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