Vulgata.

 

     Vulgata editio = isto é, Texto Corrente.

       

Vulgata

Vulgata

                                      

 História Resumida.

    Desde o principio do Cristianismo, houve em Roma, no Ocidente e na África, traduções latinas feitas sobre o texto grego dos Setenta, e redigidas em um latim vulgar, o qual não era mais a língua clássica, mas um dialeto popular em que vinham alteradas as formas primitivas.   

Todavia, entre aquelas versões, uma, chamada VETUS ITALICA – ANTIGA ITALICA – gosava de uma autoridade maior; é a esta que recorrem ordinariamente os Padres da Igreja anteriormente ao IV° século.

    Os numerosos erros que se tinham introduzido na versão ITALICA, levaram o papa São Damaso a pedir a São Jerônimo que a revisse. Admiravelmente apto para esta missão se achava este homem, de uma ciência profunda e de uma erudição notável – nascido na Dalmácia em 329, e morto em Belém no ano de 420. Reviu primeiro os Evangelhos, depois os outros livros do Novo Testamento e em seguida os Salmos, não pelo texto hebraico, mas pelo    grego de que se aproximou quanto possível, emendando só o estilo e algumas interpretações inexatas. Acabado este trabalho, São Jeronimo lançou-se num estudo acurado da língua hebraica (374), e empreendeu verter dela para o latim todos os outros livros da Bíblia, sem desprezar nenhum dos recursos literários das antigas traduções que pudessem facilitar a plena inteligência do texto. Ora, é o conjunto de todos esses trabalhos de São Jeronimo que formou a VULGATA.

    Esta obra é um monumento único e sem rival: é, sem duvida, a melhor das traduções antigas, tornando-se notável pela fidelidade, certa elegância de estilo e a conservação da antiga ITALICA tanto quanto possível.

    Apesar da sua superioridade, a tradução de São Jerônimo, por causa do uso geral da versão Itálica, encontrou muitas dificuldades, para ser adotada na Igreja Latina. Acabou todavia por prevalecer, e o concílio de Trento, na sua IVª sessão, a 8 de abril de 1546, sancionou solenemente a autoridade da VULGATA, declarando esta versão autentica, e ordenando que nas discussões os textos da Vulgata deviam ser aceitos. Contudo o concílio prescreveu uma revisão dos textos e apareceu uma edição definitiva aprovada por Clemente VIII.

     Hoje é o texto desta que faz autoridade. Por seu decreto, o concílio de Trento nos dá a certeza: 1º de que a VULGATA não contem erro algum no tocante a fé a aos costumes; 2º de que os cristãos podem se utilizar dela sem perigo e sem receio algum.

  

livros revelados por Deus

livros inspirados por Deus

  Esta declaração aplica-se á Vulgata latina e não ás suas traduções. Tendo em mira preservar os fieis dos erros que o protestantismo e o jansenismo introduziram nas versões em língua vulgar, a Igreja manteve sabiamente a antiga defesa feita outrora, pela qual ficava proibido aos simples fieis lerem a Bíblia em língua vulgar. Pio IV, em 1564 inseriu esta defesa terminante na quarta regra do INDICE.

     Mas em 1757, Bento XIV interpretou diversamente a interdição. Fica sempre proibida a leitura de Bíblias não aprovadas e não anotadas; todavia, é permitido ler as traduções reconhecidas pela Santa Sé ou publicadas com anotas tiradas dos santos Padres ou dos interpretes católicos.

(Monsr. Cauly – Apologética Chistã)

                                 INSPIRAÇÃO DA SAGRADA ESCRITURA. 

    Todos os livros da Bíblia são inspirados por Deus. Os escritores da Bíblia foram muitos, às vezes com intervalos de centenas de anos de um para outro. Porem, em todos eles, era Deus quem os inspirava a escrever somente e exclusivamente o que Ele queria. Quem escrevia (com a caneta) era o autor humano, mas quem colocava as ideias na cabeça do autor era Deus. A inspiração se define assim: um influxo sobrenatural sobre o autor humano para escrever tudo o que Deus quer. “Toda escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3,16; 2Pd 1 21) 

                                 INERRÂNCIA DA SAGRADA ESCRITURA.    

Santo Agostinho

Santo Agostinho

   A inerrância da sagrada escritura, se entende certamente, como confessam os católicos, a tudo quanto, na sagrada escritura, diz respeito á Religião, á Fé e aos Costumes, isto é, a todos os ensinamentos sobrenaturais contidos na Bíblia. Quando encontramos um trecho da Bíblia, que nos parece contrário a uma verdade incontestável, não pensemos logo que possa ali haver erro, mas saibamos refletir com Santo Agostinho: “Neste ponto deve haver erro do copista, ou uma tradução mal feita do original, ou sou eu mesmo que não consigo compreender…”.

 

 

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