Efeitos negativos da ausência paterna

Efeitos negativos da ausência paterna
Ausência do pai: consequëncias funestas
Efeitos negativos da ausência paterna
Ausência do pai: consequëncias funestas

Violência, drogas, suicídio estão entre os 8 efeitos negativos causados pela ausência da figura paterna mostrados neste artigo[1].

“Pergunto-me se o fenômeno crescente da confusão na orientação sexual[2] de muitos adolescentes não se deve a que, na cultura ocidental, a figura do pai esteja simbolicamente ausente, desviada, evanescida, e até mesmo a virilidade esteja sendo questionada”.

Esta pergunta foi proposta pelo bispo de Solsona (Espanha), Xavier Novell, em uma carta dominical em 2017, escapando ao discurso politicamente correto que rege a sociedade moderna.

Perseguição religiosa camuflada

Por causa disso, foi “linchado” pela classe política, a qual afirmava que tal declaração ofenderia gravemente às “famílias” monoparentais e aos homossexuais.

A secretária da Igualdade do governo local, Mireia Mata, falou até de cancelar a liberdade de expressão de Mons. Novell.

“Nem sequer um bispo tem direito de considerar reprovável ou de fazer valorações sobre os modelos de família”, assegura a política. E acrescenta:

“Não pode ser que um bispo cause um mal-estar a uma mãe por ser família monoparental, ou por ter um filho homossexual. Isso forma parte de nossa riqueza, de nossa diversidade”.

Contra fatos não há argumentos

Há numerosos estudos científicos que relacionam a ausência do pai, física ou emocionalmente, com a orientação sexual dos filhos. E existem também diversos informes que mostram os efeitos que se manifestam em crianças criadas sem a figura do pai.

O Centro Nacional da Paternidade (National Center of Fathering), organização que nasceu em 1990 e cujo objetivo é ressaltar o papel da paternidade e fomentar a figura do pai varão ativamente comprometido com a vida das crianças, leva anos estudando esse aspecto e reunindo os distintos estudos que já se fizeram a respeito.

Apoiado em dados, tal instituição afirma que as crianças que vivem em lares sem pai têm mais possibilidades de ser pobres, de abusar das drogas e do álcool ou de abandonar a escola.

Segundo o Centro, a ausência dessa figura também gera nas crianças mais possibilidades de sofrer problemas de saúde ou emocionais. Os meninos seriam mais propensos ao crime, e as filhas à gravidez precoce.

As conclusões podem agradar mais ou menos, e podem-se discutir as causas e se sua influência nas crianças é maior ou menor.

Porém, a julgar pelos dados concretos, é irresponsável proibir um debate necessário em uma sociedade onde, por diversos motivos, uma porcentagem cada vez maior de crianças cresce sem a figura paterna.

8 efeitos negativos

Listamos a seguir os 8 efeitos negativos de crescer sem pai, compilados pelo National Center of Fathering e pelo Marri Research, após analisarem distintos estudos científicos e estatísticas oficiais:

1. Maior taxa de pobreza

Segundo a Secretaria do Censo dos EUA, as crianças de lares em que a figura paterna está ausente têm mais possibilidades de ser pobres.

Em 2011, 12% das crianças de famílias com pai e mãe eram pobres, em comparação com os 44% das crianças que só viviam com sua mãe.

Ademais, o Departamento de Saúde dos EUA também mostrava que 47,6% das crianças de famílias com mulher sem cônjuge eram pobres, 4 vezes mais que as famílias casadas.

2. Maior abuso de drogas e álcool

O Governo dos EUA, através do Centro Nacional de Estatística, realizou um estudo sobre a saúde infantil (1993). E chegou à conclusão de que “as crianças sem pai têm um risco dramaticamente maior de abuso de drogas e álcool”.

Outro estudo foi realizado por John P. Hoffmann e publicado no número 64 do Journal of Marriage and Family, no ano de 2002. Destacava igualmente que é significativamente maior o consumo de drogas em filhos que não vivem com um pai e uma mãe.

3. Taxas de suicídio mais altas

A publicação científica The Lancet trazia a lume em 2003 um estudo realizado por investigadores europeus e norte-americanos especialistas em Psiquiatria, Psicologia e Epidemiologia. Tal estudo concluía que as crianças de lares monoparentais são duas vezes mais propensas ao suicídio.

4. Mais agressivo e problemático

O Fragile Family Study, da Universidade de Princeton, faz o acompanhamento de milhares de crianças ao longo de vários anos.

Analisando os dados de três ciclos desse estudo, os investigadores Osborne e McLanahan (2007) mostraram que os filhos de mães solteiras mostraram maiores níveis de conduta agressiva que os filhos nascidos de mães casadas.

Por sua parte, outro estudo publicado por Sarah Allen e Kerry Daly assegurava que as crianças que vivem sem seu pai são em média mais propensos a ter problemas com seus colegas e a ser mais agressivos.

5. Menos responsável na idade adulta

Um estudo realizado em 1993, publicado na Harvard University Press por John Snarey e ratificado em 2012 por outro estudo, concluía que a criança que tem um acesso real a seu pai será mais responsável e amigável quando se torne adulta.

6. Mais problemas na faculdade

O professor da Universidade de Colúmbia Britânica (Canadá), Edward Kruk, especialista em infância e família, explica em um artigo para Psychology Today que

“as crianças sem pai têm mais problemas acadêmicos, pontuando mal em provas de leitura, matemática e habilidades de pensamento.

As crianças de lares com o pai ausente são mais propensas a faltar à escola. Têm também mais possibilidades de ser expulsas e de abandonar a escola aos 16 anos, bem como menos probabilidades de obter boas qualificações acadêmicas e profissionais na idade adulta”.

Outro estudo, de KH Tillman, foi publicado em 2007 no Journal of Marriage and Family. Indicava que os estudantes dos graus 7 ao 12 (entre 12 e 18 anos) que viviam só com um dos genitores ou cujos pais tinham se divorciado tinham em média qualificações mais baixas que os que viveram sempre com seus pais.

7. Mais propenso ao crime

“Quando os adolescentes vivem em famílias sólidas, são menos propensos a participar de atos delitivos do que seus pares que vivem em famílias não sólidas. Os adolescentes de famílias monoparentais e adotivas eram mais propensos a participar em ações criminosas”.

O artigo de Stephen Demuth e Susan L. Brown publicado no Journal of Research in Crime and Delinquency de fevereiro de 2004 indicava as diferenças nos processos familiares, o envolvimento do pai e sua supervisão e a proximidade entre as famílias chamadas sólidas e as outras.

Um estudo de 2005, de Konester e Hayne do número 67 do Journal of Marriage and Family utilizou os dados oficiais para estudar a relação entre a estrutura familiar e os atos violentos nos bairros.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, nos bairros em que o número de pais é menor, os atos de violência levados a cabo por adolescentes aumentam.

“Os adolescentes que vivem em bairros com menor proporção de famílias com apenas um progenitor e que têm maiores níveis de integração familiar cometem menos atos de violência”, assegura o estudo.

8. Maior atividade sexual e gravidezes na adolescência

Um estudo realizado com uma amostra superior de 1.400 adolescentes entre 11 e 18 anos investigou a relação que existe entre a ausência do pai e a atividade sexual declarada.

Os resultados revelaram que os adolescentes de famílias nas quais o pai estava ausente eram mais propensos a declarar ser sexualmente ativos em comparação com os adolescentes de famílias que viviam com seus pais.

Ademais, o número 25 do Journal of Family Issues publicava que “ser criado por uma mãe solteira aumenta o risco de gravidez na adolescência, casar-se sem ter diploma de segundo grau e ser um casal em que ambos os membros não tenham tal diploma”.


[1] Original publicado em Religion en Libertad. Os estudos citados são acessíveis a partir da página do artigo original.

[2] N.T.: mantemos a expressão do original para efeito de fidelidade de tradução. Porém, discordamos de seu uso indiscriminado, que tende a obnubilar a gravidade dos desvios antinaturais nessa matéria.

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